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Especialidades

Cardiologia

A cardiologia é a especialidade médica que realiza o diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças do coração e parte do sistema circulatório. As principais doenças que acometem o paciente cardiológico são: hipertensão arterial, doença arterial coronária, infarto, arritmias, insuficiência cardíaca, doenças valvares e cardiopatias congênitas. A seguir, conheça um pouco sobre os diferentes serviços disponíveis no Hospital do Coração de Campinas.

Cateterismo cardíaco:

Procedimento diagnóstico que tem como objetivo avaliar as artérias coronárias, responsáveis pela irrigação sanguínea do coração. Para isso, um cateter é introduzido na virilha ou no punho, levado até as coronárias e através dele, uma solução de contraste radiológico é injetada, percorrendo o caminho do sangue. O procedimento é filmado, permitindo assim a avaliação do trajeto das coronárias, a importância anatômica de cada uma e eventuais obstruções.

Angioplastia coronária com balão:

Procedimento terapêutico que visa desobstruir artérias coronárias acometidas por aterosclerose (depósito de placas de gordura em suas paredes), com obstrução maior que 70% da luz. Ou seja, quando o tamanho interno da artéria, por onde o sangue flui (luz do vaso), está reduzido em pelo menos 30% da capacidade original, pela presença da placa de aterosclerose. O procedimento consiste em posicionar e insuflar um balão sobre a placa, com o intuito de deslocá-la, retirando-a da passagem do sangue, ampliando a luz do vaso. O balão é levado até a obstrução através de cateter guia, inserido na virilha ou no punho do paciente.

Angioplastia coronária com stent convencional:

Procedimento terapêutico que também visa desobstruir artérias coronárias acometidas por aterosclerose. O que o difere da angioplastia por balão é que durante a insuflação do balão, o stent é implantado na superfície interna do vaso. O stent é uma prótese que se assemelha a um tubo, feito por uma malha metálica e que tem a função de manter a luz do vaso ampliada, ao “enjaular” a placa de aterosclerose, isolando-a do sangue circulante.

Angioplastia com stent farmacológico:

É o mesmo da angioplastia com stent convencional, no entanto o stent farmacológico é utilizado. Este consiste em um stent metálico que tem em suas hastes uma medicação. Este fármaco é liberado lentamente e atua na parede do vaso inibindo a proliferação de um tecido cicatricial (colágeno) que após implante de stents convencionais, em aproximadamente 20% dos casos, cresce para dentro da luz do vaso e volta a obstruir a artéria. Esta reobstrução tem o nome de reestenose intrastent. Como a medicação do stent farmacológico inibe o crescimento do tecido cicatricial, a taxa de reestenose após o implante de stents farmacológicos é aproximadamente 4%.

Marcapasso

O marcapasso é um dispositivo eletrônico idealizado para corrigir determinadas doenças do coração, que reduzem a frequência dos batimentos cardíacos e produzem sintomas incapacitantes. O marcapasso artificial substitui o sistema elétrico natural do coração que, em condições normais, trabalha com cadência e frequência adequadas e responde de acordo com as necessidades do corpo humano.

Como funciona o marcapasso?

O marcapasso é composto por um gerador (circuito eletrônico e uma bateria) e eletrodos, que são fios metálicos revestidos por uma fina camada de silicone. Conectados ao gerador, conduzem a eletricidade para o coração.

Quando o marcapasso é utilizado?

O paciente que necessita de marcapasso tem um coração lento, a chamada bradicardia. Batendo devagar, pode produzir sintomas como tonturas, vertigens, desmaios, cansaço, falta de ar e edema. Se o médico utilizar o marcapasso para que o coração volte a bater com frequência normal, haverá redução ou até mesmo desaparecimento dos sintomas.

Qualquer pessoa pode colocar um marcapasso?

Sim, desde que a indicação seja feita por um cardiologista, confirmada por exames habituais e baseada nas diretrizes das sociedades de cardiologia e arritmia.

O que são ressincronizadores?

Quando afetado por doenças, o músculo do coração (miocárdio) perde a capacidade de se contrair de forma adequada e provoca atrasos (descompasso) entre os ventrículos, fenômeno conhecido como dissincronia. Os aparelhos idealizados para solucionar essa alteração são denominados marcapassos ressincronizadores.

O que são desfibriladores?

São tipos especiais de marcapasso capazes de detectar arritmias graves e tratá-las imediatamente através de estímulos elétricos no coração.

Para saber mais sobre marcapassos acesse o link:
https://abecdeca.org.br/publico/index.php/sobre-o-seu-coracao/

O que é Estudo eletrofisiológico?

O estudo eletrofisiológico é um cateterismo cardíaco que utiliza cateteres especiais para descobrir e estudar os defeitos no sistema elétrico do coração. Além disso, o estudo eletrofisiológico é parte do procedimento de ablação por cateter, pois é através deste exame que é possível descobrir o local de origem da sua arritmia cardíaca. Por isso, este exame é fundamental para descobrir as causas das palpitações.

O que é Ablação por Cateter com Radiofrequência?

É um método de tratamento das taquicardias através do qual, realiza-se a cauterização dos focos das arritmias, localizados pelo estudo eletrofisiológico. A radiofrequência é uma forma de energia semelhante ao bisturi elétrico e que é aplicada através de cateteres especiais.

Quando está indicada a Ablação por Cateter com Radiofrequência?

A indicação é sempre discutida com seu médico e geralmente se aplica a pacientes que apresentam taquicardias acompanhadas de muitos sintomas ou que são difíceis de serem tratadas com remédios. Muitas vezes realiza-se a ablação por cateter com radiofrequência porque o paciente prefere não o tomar drogas antiarrítmicas por longo prazo.

Como é feito o Estudo Eletrofisiológico e Ablação?

O estudo eletrofisiológico e a ablação geralmente são feitos no mesmo dia da internação. Você será orientado e preparado pela enfermeira da unidade onde ficará internado e pelos médicos, que esclarecerão todas as suas dúvidas. No dia do exame, você será encaminhado em maca para a sala de eletrofisiologia onde serão realizados os procedimentos.
Chegando à sala de exames, você será recebido pela equipe médica e de enfermagem, que irão prepará-lo. Neste momento, irão conectar você a vários monitores (monitor de eletrocardiograma, aparelhos de pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória). Além disso, você receberá através de uma veia do braço soro e um remédio que o fará dormir durante o exame. O médico-anestesista estará monitorizando todo o procedimento. A partir de então, já dormindo, a enfermeira irá fazer a limpeza da pele utilizando solução antisséptica na região da virilha direita e esquerda e na região lateral direita do pescoço. Logo em seguida, um dos médicos irá fazer a anestesia local na região da virilha direita e/ou esquerda e ocasionalmente no lado direito do pescoço, mas você já estará dormindo. Nesses locais serão introduzidos cateteres na veia e/ou na artéria, que serão levados até as cavidades direita e/ou esquerda do coração, guiados pela imagem de raios X.
Esses cateteres captam os sinais gerados da atividade elétrica do coração, que são registrados em aparelhos especiais. Através deles se fará a ablação com radiofrequência nos locais selecionados. Não se preocupe, pois, para o seu conforto, você estará dormindo durante todo o exame.
O estudo eletrofisiológico dura aproximadamente uma hora, e, quando seguido de ablação, a duração é variável (aproximadamente 2 a 3 horas). Ao término do procedimento, será feita compressão no local da punção por 15 minutos, e você será acordado. A seguir, você será encaminhado para o quarto.

Qual é o risco destes procedimentos?

O estudo eletrofisiológico e a ablação com radiofrequência são considerados métodos muito seguros, mas, como todo procedimento invasivo, eventualmente podem ocorrer algumas raras complicações. Durante a consulta que antecede a ablação, o médico irá explicar com mais detalhes as possíveis complicações, pois elas variam dependendo do tipo de arritmia que você tenha. A complicação mais comum é o hematoma (mancha roxa na pele) que pode aparecer no local onde foi feita a punção. Quando os cateteres são retirados, é feita uma pressão para parar de sangrar. Para diminuir a chance de sangramento, você deverá ficar em repouso algumas horas após o procedimento.

UNIDADE CORONARIANA (UCO)

A unidade coronariana é uma unidade de terapia intensiva dedicada ao tratamento das doenças cardiovasculares que ameaçam a vida, especialmente o infarto do miocárdio, a insuficiência cardíaca e o acidente vascular cerebral. Além disso, serve também como suporte para o pós-operatório de procedimentos cirúrgicos complexos. A nossa unidade conta com equipe multiprofissional qualificada e medidas de suporte à vida 24h/dia, todos os dias do ano.